agosto 16, 2018

Da Auto Piedade...

Imagem relacionada

Não tenho pena
de quem tem pena
de si.
Essas pessoas 
já tem amor próprio 
suficiente
para não se preocupar
com mais alguém
além delas.
Já tem excesso de zelo
pelo seu eu
encurralado,
enclausurado,
abestalhado
e escondido
atrás daquilo
que elas querem 
que os outros vejam.

Não tenho pena
de quem tem pena
de si.
Essas pessoas
já tem cuidado
suficiente
do seu egocentrismo
sim, 
porque prá mim
Auto piedade
não é mais
que uma forma 
de camuflar
o egoísmo.

Não tenho pena
de quem tem pena 
de si.
Há muito mais pessoas
que precisam
de piedade
que aquelas
que acreditam
merecer mais
que outrem.
À estas, 
apenas um sinto muito
por serem tão cheias 
de amor próprio
e desta forma
se tornarem
completamente vazias...


dezembro 12, 2017

CONDOLÊNCIAS...





Hoje digitei seu nome no Google
Na ânsia de descobrir algo mais.
Muitas vezes me contastes alguns trechos
Mas eu sempre achei: Não ia precisar.
Depois de um tempo - quando a saudade bate
Poucas palavras ficaram no meu coração.
Eu sinto falta de ouví-las e contá-las
Mas a tecnologia não possui essa função.

Queria tanto mais uma vez olhar na porta
e te ver sentado prestes a me cumprimentar.
Contar dos sonhos e conquistas do teu dia
Falar das coisas que eu não queria acreditar.
Mas isso agora é impossível pois o tempo
Encarregou-se de bem longe separar:

Tantas histórias que ouvi pela metade
E outras tantas que acabei por apagar...
Hoje, queria contá-las aos meus filhos
E já não sei como começar ou terminar.

Não é justo que tudo morra com o teu tempo.
Mas sei que a falha foi minha:
Na busca do imediato para o dia seguinte.
Fui só sua neta. Companheira de viagem
E certamente, nunca uma boa ouvinte.




Quanta saudade que as vezes me dá.
:(

Seilinhah 12/12/2017

setembro 14, 2015

Aos meus amigos Leões :)

O dia amanhece - eis o sol
no momento em que tudo o que se esperava era água.
E a prova, mais uma vez, dAquele que é maior
quando todas as coisas parecem mais amargas.
E olhando em volta você percebe
que cada angústia valeu a pena, porque nada paga
o sorriso em cada rosto que se vê ali...
De repente, você esquece que as contas ficaram,
Que as críticas magoaram,
Que as lágrimas rolaram,
Que o sufoco quase apagou sua esperança...
É a prova, mais uma vez, dAquele que é maior.

E agora, mesmo com as nuvens, a natureza canta.
E mesmo no vento frio, a união encanta,
Aquecendo cada coração que faz parte desse todo...

De repente, você percebe que não é o único 
que pode ser chamado de "louco"
porque nesse momento, cada um faz parte de um todo
e se entrega da maneira que pode para fazer o melhor...

E é no melhor de cada um que as coisas se desenrolam,
Que as consequências brotam,
como resultado daquilo que alguns chamam de "loucura"

e eu, particularmente, chamo de amor...

É, sem qualquer sombra de dúvida, a prova, mais uma vez, dAquele que é maior.



Aventuri - 11 à 13/09/15 - Mandaguari - PR... 
Parabéns Leões! :)

"By Seilinhah"

agosto 06, 2013

Àquela do Cotidiano...






De todos os sorrisos, o seu é o mais triste, 
alinhado à esquerda da fotografia amarelada.
Uma paisagem desbotada no meio do horizonte
que poderia ser colorido 
se tão somente ignorasse esse orgulho...


De todos os olhares, o seu é o mais distante,
ele vai muito além daqueles que envolvem
na tentativa de dar vislumbre ao cotidiano monótono
que poderia ser aliciante
se simplesmente não desse asas à tamanha inveja...


De todos os suspiros, o seu é o mais doloroso,
sufocado pela rotina do despertar, existir e dormir
Sem surpreender-se nem conseguir surpreender
O que poderia ser diferente
Se meramente te preocupasses em fazer o bem a alguém...


De todas as palavras, as suas são as mais amargas,
delas ecoam os gritos por socorro da alma
na agonizante inércia de um "Eu" sem ego
que poderia tornar-se alguém um dia
Se não trocasse atitudes sábias por palavras tolas...


De todas as pessoas, você é a mais triste,
em sua descautelosa forma de não querer ser.
Uma paisagem desbotada no cotidiano monótono,
Com palavras vazias que nunca tentam surpreender...

Com atitudes previsíveis e desinteligentes...


Ah... que pena... E como tudo poderia ser diferente
Se tão somente você preocupasse-se em ser...



By Seilinhah


março 05, 2013

Durma com os anjinhos...

Estou sem chão, mas só agora.
Enquanto a chuva cai para regar meu pranto, lá fora.
É mais que um dia... é um momento eterno,
Que só o tempo - e Deus - podem curar.
Mas acredito, fielmente, que houve um espaço
entre o ter e o perder
cedido pelo Criador, que tudo sabe.
Não foi por mérito, não foi por piedade.
Mas por amor... 
E por amor, ele nos conforta...
Mesmo quando o impossível denota
uma condição inaceitável...
Então aceito,
Porque apenas os teus caminhos são perfeitos...
Porque apenas o senhor sabe o que precisamos...
Porque apenas teu amor é minha base...
...E meu chão volta...
Porque encontro nas tuas mãos o meu consolo,
Elas me lembram que essa dor é passageira,
E que em breve voltarás prá nós buscar...

E mais que um dia... é um momento eterno,
Que só o tempo - e Deus - podem curar.
Eu vou guardar 5 de março como um marco...
Não de perca, mas de desejo
Que tenhas "roubado" mais um coração para ti...



Ao meu querido avô Norival Ogleari, que nos deixou hoje, dia 05/03/2013, ao meio dia.

Durma com os anjos, "biso"... E no dia que Jesus voltar, eu estarei ao seu lado, para subirmos juntos ao céu.


Seile Manuele




janeiro 05, 2013

Prosperidade

Meus lábios calam outra vez


E o silêncio que se fez


Isolam n'alma a solidão


que toma conta do meu ser...



Eu já tentei voltar atrás


Em pensamentos eu fugi


e fui além do que podia


eu fui além de mim...




Mas eu voltei



E  sufoquei meu grito de socorro.



Eu prometi querer mais do que posso


E me inspirar no montante das impossibilidades


que o mundo não oferece...




Eu descobri que para viver


de verdade, 


é preciso ter anseios 


maiores que os sonhos,


e desejos


maiores do que o que as mãos 


podem segurar...




E não, 


isso não é regra de base.


Talvez isso seja apenas o meu


ou o seu caso.



No meu acontece porque, 


simplesmente,


Por pensar parecer tão difícil, 


sempre alcanço meus objetivos...



Mas sempre depois que os alcanço


eles se tornam pequenos demais...




***Seilinhah***









outubro 27, 2011

Na hora errada...

Não tenho escrito tanto quanto o fiz um dia. Também não tenho tido tempo.
Não que antes tivesse... mas a falta dele também me inspirava...
Ultimamente tenho sentido o peso da responsabilidade. Ela me impede de ver coisas que antes fitava com maior admiração. As horas têm passado muito rápido... e quando as frases vêm na madrugada, avulsas, dispersas, apagam-se antes mesmo de fluirem para o papel...
Não tenho refletido tanto quanto fiz um dia. Também não tenho tido motivo.
A ambição materialista tem me consumido minuto a minuto... e me preocupar com o que darei a minha filha amanhã, às vezes, me impede de viver com ela o hoje...
Eu me desprezo por isso. Por esse desespero manipulador que me envolve. Tudo o que sempre critiquei, agora, me consome... E vivo envolta de lembranças que não voltam... e dúvidas sobre o que não chega...
Não tenho vivido tanto quanto fiz um dia. E desprezei 5 anos de faculdade por uma ocupação que garante muito mais do que uma graduação... E minhas promessas de lembrar-se do próximo sempre que pudesse vão se apagando... na rotina... nos projetos... na memória...
Não tenho sido eu tanto quanto fui um dia. E comprovado vivencialmente que todas as teorias dos adultos (que pareciam ridículas quando eu era criança) têm se concretizado na minha vida... minuto após minuto.
Eu tenho me tornado, realmente, maior prova de que o ser humano é ambicioso e materialista. Egoísta. Medíocre... Eu tenho certeza que abominarei tudo isso que faço quando chegar aos 60... E desejarei voltar aos 30 para viver a vida de um jeito que não fiz... Eu sei que nada disso passará além do que qualquer outro já tenha concretizado em sua existência... Mas cada dia que passa, tenho percebido que é mais e mais difícil voltar atrás...
By Seilinhah.

julho 01, 2011

Quando Quase...

É muito subjetivo falar do que acontece.
A sua forma de interpretar é bem variada.
De forma única, o contexto é o mesmo
Mas entre as linhas permanecem as frases caladas
De quando quase confessar publicamente
Os hemisférios que rondam à toda gente:
As súplicas escondidas na mente
Ou bem seguras no coração...
Subjetividade, ainda, é meu forte:
Subliminaridade, ou apenas, sua intenção:
Só sei que quando quase esqueço, sonho
Como se fosse algo me dizendo prá não deixar morrer...
E entre as frases dispersadas no escuro
permanecem àquelas que deixei de escrever:
Entre um jogo e outro
de palavras...
E assim, subjetivamente, vivo
Entre um passo e outro, entre várias estadas.
Só sei que quando quase abandono, sinto
Que há raízes que permanecem isoladas:
Em algum canto, qualquer canto... esperando
De alguma forma, uma outra tentativa
Para germinar:
Subliminarmente...
Inconscientemente:
Um quando quase a mais...

junho 02, 2011

Deduções...

Alguém disse que abominava minhas deduções:
Não faz muito tempo.
Mas é um dom, talvez... ou uma prática inconsciente:
Nortear as coisas sem muita teoria.
Vai ver porque agindo, a vida é diferente:
E um ato executado já não depende de uma segunda opinião.
E assim deduzo a vida, sem depender da biogênese:
Tinha alguém lá prá desprezar essa opinião.
Depois, queriam convencer-me
que o homem é fruto de uma evolução...
[que ficou perdida no tempo, então?
Veja que os macacos mantêm seus costumes,
vivem em sociedade e têm bom coração...]
É... mas talvez eu acredite na relatividade...
Na possibilidade das coisas não serem como são.
Talvez os valores sejam bem subjetivos
E, nem sempre, em justa proporção...
E enchemo-nos de teorias e teorias
Sem ter tempo para qualquer auto observação.
Então, não é uma falha, garanto,
mas uma válvula de escape
Ter me tornado essa "garota de dedução".
Eu deduzo a vida da forma que ela se apresenta
Como quando a minha roupa branca, manchada,
não volta a ser branca
inda que eu a tinja com todas as outras cores...
Como quando a minha conta bancária não arredonda
inda que eu utilize todos os fatores...
Como quando assisto um filme qualquer
Sem precisar comprar uma coca prá acompanhar...
Ou como quando faço qualquer outra coisa
sem precisar de cálculos... sem me preocupar:
[Se é que qualquer ação que eu fizer aqui interferirá em outro lugar]
O científico não me agrada, em parte... deixa tudo sem graça:
E o dia a dia deduzido, talvez, seja uma boa farsa...
Uma forma de viver
Sem precisar Justificar...

maio 01, 2011

Fadiga Mental...

Eu tenho esquecido coisas
que não deveria
E feito outras
que poderia
ter deixado prá depois...
Eu tenho andado
desorganizada,
Tenho me sentido
Muito mais calada
Com menos idéias
que o normal...
Eu tenho deixado
de ser quem eu era
E, na verdade,
Nem sei como era
ser eu...
Eu não tenho escrito
Tudo o que gostaria
Não tenho inspiração
Nem sei o que me inspira.
Eu tento até ter tempo
Mas acho que não há tempo
prá nada...
E meu relógio
Parado
no tempo
Como se fosse ontem
O dia
Que eu nasci...
(Ou morri?)
Não sei...
Na verdade...
Nem sei
Se nascer é sinônimo
de Viver...
Só sei
Que mais uma vez
Vou fazer sem pensar...
Responder sem querer...
Deduzir sem Saber...
E dormir sem Sonhar.
By Seilinhah

janeiro 27, 2011

Homenagem às Minhas Amigas, Agora, FISIOTERAPEUTAS!

Despercebidamente andávamos pela rua. Talvez, tenhamos nos encontrado outras vezes sem trocar qualquer observação: Cada qual em seu rumo... seus projetos... seu cotidiano... mas no íntimo de um grupo muito especial de pessoas, havia um desejo em comum: Tornar-se melhor um dia. E esse sonho de ser melhor, não que o próximo, mas para o próximo, foi o que há 5 anos, uniu tantos caminhos em apenas um trajeto. A princípio omissas, estranhas, assombradas e, por quê não dizer... vergonhosas? O “novo” é, habitualmente, assustador. Mas aos poucos, os primeiros laços foram surgindo... tornando-se maiores e mais fortes com o tempo... aproximando àquelas que, agora, percebem que de mãos dadas, somos capazes de ultrapassar todas as barreiras. Passamos juntas por momentos alegres, e nos momentos difíceis nos conhecemos ainda mais. Alguns desistiram, e deixaram saudades... Mas aos que permaneceram firmes, embora tortuosos vendavais, a merecida recompensa. Não há quem tenha amado a todos nem quem tenha sido amada totalmente... não houve alguém completamente aberto ou inteiramente indiferente... porque aos poucos a gente percebe que conviver é, também, aprender com as diferenças... Alguns, aprenderam chorar, outros, a sorrir... Alguns a ajudar, outros, a receber ajuda... Alguns, a ensinar... outros, colar... oras, e isso é história! E não há, em tanto tempo, alguém que não tenha aprendido com outro alguém a ser, de alguma forma, diferente... Nada vale o tesouro de tantas recordações em comum, de tantas horas vividas juntas, de tantas desavenças e reconciliações... de tantos impulsos afetivos... Seria inútil plantar um carvalho na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas. Aos que tinham certeza, e saíram... aos que ficaram sem ter certeza se queriam... e aos que conquistaram o que sempre objetivaram... Hoje, torna-se um marco na história de nossas vidas... uma estação que ficará para sempre na memória de cada uma de nós... uma recordação conjunta de 5 anos dedicados à uma conquista única: A de fazer o bem, sem olhar à quem... E nessa mescla de anseios, de dúvidas, de desesperos, descobrimos que superar as perdas, talvez, seja ainda mais difícil que carregar a cruz... E não seria justo dizer que hoje é nosso “obrigado, adeus”... jamais se abandona um irmão... E mesmo que muitos duvidem eu afirmo que, além de um título, cada uma de nós ganhou, também, 13 novas irmãs (maravilhosas, por sinal!) ...Seguiremos, pois, cada qual em seu rumo... seus projetos... seu cotidiano... mas no íntimo desse grupo muito especial de pessoas sempre haverá algo em comum: As lembranças dos bons momentos que cada uma deixou! Amo-as... demais! By Seilinha

maio 21, 2010

Diferenças

Ama-se além de todas as diferenças quando a diferença é o que nos faz falta:
No mundo que vivemos, a maioria das pessoas não nota
Mas os detalhes alheios, muitas vezes, enriquecem as pessoas.
Não é o dinheiro, a profissão, tão pouco a roupa que usa
A grife escolhida ou a casa onde se mora.
Não é por escolha objetiva... às vezes as coisas caem na nossa porta
É quando se percebe que vai tudo muito mais além:
Cada um em seus detalhes, suas exclusivas alegorias
que vão dos bogus de infância às platônicas idolatrias...
Cada um com seu sorriso: De grande boca, de muitos dentes,
(ou até mesmo sem eles),
Associados às lágrimas, ou qualquer tipo de reação.
Ama-se além de todas as diferenças, quando a diferença é o que nos faz falta:
No mundo em que vivemos, a maioria das pessoas não nota
Mas os detalhes alheios, muitas vezes, enriquecem as pessoas.
Não é a forma de andar ou escrever as coisas
De conseguir expressar o que fez, até então, em seu dia...
Mas o conteúdo atrás dos olhos que brilham sempre,
quando uma mão amiga toca no seu coração...
É do sorriso sincero que brota lavando a alma
Daquele que se aproxima com compaixão...
É da paz que se encontra, não quando se faz um amigo, mas quando se torna um,
E a partir disso, ama-se...
Ama-se além de todas as diferenças, quando a diferença é o que nos faz falta:
Pena que no mundo em que vivemos, a maioria das pessoas não nota
Que precisamos de muito e, aqui, ninguém é igual a alguém.
*** By Seilinhah***

dezembro 19, 2009

Se acredito que as pessoas mudam? Eu digo "não".

Pessoas não mudam.Elas se adequam. E não o fazem porque não há o que mudar e sim, o que ser.
Não é feliz aquele que omite o seu "eu" a fim de enquadrar-se em um padrão estabelecido pelos demais. Não é feliz quem não é próprio... quem é molde. Pessoas foram formadas com qualidades e defeitos, é certo que ninguém é perfeito: Somos, em parte, decodificáveis, mas na maioria dos casos, descobríveis. E você pode descobrir muitas coisas tão somente olhando para as pessoas: Coisas que você gosta, indifere ou detesta, e que tão somente você pode determinar qual predominará sobre o seu falho julgamento.
Certamente falho, porque muitas pessoas não deixam revelar o que são verdadeiramente. Escondem-se por trás da imagem que gostariam de possuir... imagem oca, vaga, e que empobrece o caráter daqueles que, muitas vezes, possuiriam muito mais deixando transparecer quem são.
Bem sei que é difícil dizer "eu sou assim"... difícil porque as críticas vem e elas não são bem vindas na maioria das vezes. Difícil porque o ser humano é fraco, submissível e ingênuo... e, porque não acrescentar "medroso"?
É tão mais fácil gostar da mesma roupa... assistir a mesma novela... cantar a mesma canção... se não for assim, não haverá diálogo com o vizinho quando olhar pela janela, nem risadas superfluas na hora de beber alguma coisa no bar da esquina... É por esta socialização imbecilizada que os homens vivem e não, pela progressão da humanidade.
Se acredito que as pessoas mudam? Eu digo "não". Elas se adequam: Se adequam à moda do cabelo loiro no verão e castanho no inverno, das unhas azuis no mês de janeiro e vermelhas em dezembro... das roupas com bolinhas deste ano que os fazem engavetar as listradas do ano passado e que, no ano que vem, serão trocadas pelas xadrez... No fundo, todo mundo sabe que a novela tem uma história ridícula, que o funk não tem conteúdo, que vitrines não oferecem cultura... Mas se escondem atrás da imagem que preferem ter porque ser próprio, hoje em dia, dá muito trabalho... Aliás, tanto, que é melhor ignorar até o pensamento e permanecer sem opinião...
*** By Seilinhah ***

setembro 22, 2009

No more words

Talvez o silêncio seja sempre a melhor resposta
Atrás de todas as conclusões precipitadas.
Talvez ignorar seja a melhor forma
de fazer refletir sobre o que não é o melhor para si.
Melhor deixar o tempo esclarecer nossas maiores dúvidas
E curar nossas piores feridas.
Melhor ser próprio, reconhecedor de nossos defeitos
que aquele que, muitas vezes, parecendo perfeito
não passa de cópia desautorizada de um outro alguém...
Melhor calar, isso nem sempre é consentir...
Talvez seja mostrar, de forma mais reflexiva
coisas que as palavras não definem...
Melhor deixar passar as coisas que nem sempre são coisas
que deveriam ser nossas...
Às vezes elas vêm, apenas, para que as descubramos
e não permaneçamos eternamente
afogados em nossa ignorância....
***** By Seilinhah***

julho 16, 2009

"Eu Desafio a sua Capacidade"...

...Não era bem assim, mas deveria ser esse o anúncio na porta do supermercado, ontem à tarde.

Enquanto pessoas entravam e saiam lotadas de sacolas, enquanto passavam bons minutos de seu tempo para serem atendidas no caixa ou escolhiam suas mercadorias nas prateleiras, me perguntava se o sorriso estampado em seus rostos era de satisfação por poder adquirir algo ou de ironia, como o meu, ao perceber que as promoções dos dias de feira não são mais que uma afronta ao nosso raciocínio lógico.

Não falo de valores financeiros, da moeda chula que penamos 20 e alguns dias úteis de nosso mês, minuto a minuto, para adquirir qualquer coisa que não vale metade do que pagamos e sim, de amor próprio, de direito de consumidor que ouvimos, todos os dias, e não valorizamos. Não NOS valorizamos... e aceitamos pagar 0,65 centavos no Kg do tomate, ou verde ou podre, porque o preço normal é maior que R$ 1,50 em dias normais... Pagamos metade para adquirir menos da metade porque é difícil pensar - ou até aceitar - que não vale a pena. E "entendemos", também, que aquele produto com 100 gr a menos está mais barato hoje sem perceber que na verdade, proporcionalmente é, ainda mais caro, mas por alguns centavos a menos, acabamos levando-o da prateleira porque não NOS valorizamos... E não NOS valorizamos quando compramos a carne mais escura, a fruta mais machucada, a verdura mais mirrada...

"Você sabe qual caractrística é própria de um país de 3° mundo?" Alguém me perguntou isso, outro dia. "Miséria", eu respondi. "Não"- me corrigiu - "A Característica de um país de tereceiro mundo é a Desvalorização de si". É certo. Certo e reflexivo... Porque enquanto o Brasil exporta o que há de melhor, o Japão, por exemplo, exporta o que sobra ou seja, enquanto comemos a laranja que sobrou porque alguém lá fora não aceitaria comê-la, comemos também (e pior, acreditando que é "chique", a fruta importada que alguém, lá fora, também não aceitaria comer...

Loucura? Talvez. O que fazer? Todos nós sabemos... E se você ainda tem essa dúvida, de maneira clara - e não subliminar como as plaquinhas de promoção de portas de supermercado - coloco a minha objeção:

EU DESAFIO A SUA CAPACIDADE... de raciocício lógico... de amor próprio... de VALORIZAÇÃO!

***By Seilinhah***

junho 12, 2009

Inconsistência

Cem passos no espaço
do tempo formado
em qualquer direção:
Do vento, Da água
em felicidade, em mágua
ou sem qualquer explicação...
Sem alvo, sem planos
por baixo dos panos
ou na explicites:
Do ponto, da reta
com rumo ou sem meta
por insensatez...
Sem mero sentido
apenas ouvindo
a mesma velha canção:
que fala da vida
em descanso ou em lida
mesmo sem conclusão...
By Seilinhah***

abril 29, 2009

Visitantes

Elas vieram mas, depois, desapareceram.
Seriam perfeitas mas não lhes dei crédito.
Surgiram do nada, queriam ficar
mas deixei que voassem
com o vento...
Foram prá um lugar
Aonde ninguém as encontraria.
Sumiram no espaço abstrato:
Invisibilizaram-se.
Um dia, voltaram: Tão mais fraquinhas!
Com ar de piedade as acatei...

E espalhei ao tempo

Seus torpes sentidos

Jamais interpretados, quem dirá, ouvidos

Se assim não fosse sua manifestação.

Apenas não deixei que, outra vez, partissem

Pois se fraquinhas voltaram, quem sabe, desistiriam

E assim tornei-as, como se fossem minhas

Adotando-as em seu simples aspecto.

E decodifiquei-as com meus sentimentos

Interpretando-as ao meu injusto modo

(ou seria justo?)...

E acalentando-as com minhas idéias

Derrubei-as sobre o papel em branco

Para que se tornassem, e existissem

E ganhassem um nome denominado:

PALAVRAS...

abril 15, 2009

Icógnitas

Com o vento vem o cheiro de coisas que me lembram o passado:
Fatos que adormeceram depois de muito tempo de caminhada.
Degraus que subi para chegar onde estou agora:
Num tempo que não aceito, num lugar que ainda não é o que almejo...
Nas trilhas do incerto, traço apenas um projeto:
De inúmeras possibilidades e trajetos,
Onde a única coisa que é certa, é a demora.
Mas demora... que demora?
Eu planejei estar aqui, um dia, como parte do caminho!
E agoniei inúmeras vezes pela incerteza do que hoje, é óbvio...
Chorei por acreditar que o tempo era meu maior inimigo:
E num piscar de olhos, tornou-se ontem o que parecia tão difícil!
Na insistência, busco forças. Caminhar, às vezes cansa.
E me pergunto se vale a pena sofrer pelo incerto:
As coisas sempre vêm, quando se luta e se espera.
E se a recompensa chega, quando realmente se deseja
Vale a pena sofrer anos,esperando apenas um dia?
By Seilinhah***

março 11, 2009

Apreensão

(Seile Manuele Corrêa)
O que verei se, de repente,
Deixar a porta aberta quando anoitecer?
E, se tirar do relógio seus ponteiros,
Conseguiria, por obséquio, não adormecer?
Porque eu desisti de tentar chegar
Na outra extremidade do arco-íris,
Depois que descobri que os ultravioletas
Causam lesões irreversíveis.
E meu cepticismo permite
Ficar até altas horas da madrugada acordada
Sem medo algum de bicho papão.
E, depois dele, todos os contos de fada
Não passaram de uma grande desilusão.
O que verei se, de repente,
Deixar o vento passar sem perceber?
E, se desamarrar os cadarços dos sapatos,
Conseguiria, por obséquio, não correr?
Porque eu cansei de caminhar a passos largos
Para chegar rápido em lugares que nunca conheci
Depois que descobri que, muitas vezes,
Pulei pedaços primos que nunca vivi.
E meu cepticismo permite
Que eu lance fora todos os argumentos
Que fundei em todos estes anos de dissidência
Sem medo algum de perder um pouco mais.
E, depois dele, todas as conclusões infundadas
Tornaram-se, apenas, uma teoria em involução.
Então me pergunto, onde esconderam os sentidos?
O que há de novo que alguém desconheça?
Na monotonia cotidiana do óbvio
O que verei se, de repente,
deixar a porta aberta quando anoitecer?

fevereiro 06, 2009

Sensatez

Guarda minhas palavras para que não sejam sórdidas.
Para que não se tornem tolas.
Para que não fiquem dispersas.
Guarda para que não as julguem insensatas
E para que não sejam lançadas
à onde não devam cair.
Guarda porque não as quero vento.
Guarda porque não quero ver o tempo
carregar o que nem fundei.
Mas guarda para que num dia certo
meus sonhos, sempre tão incertos
possam se concretizar:
Guarda, para que um dia em meio a muitos
sobressaindo-se entre tantos murmúrios
seja eu quem deva falar!
-------------------------- Seilinhah ***