julho 01, 2011

Quando Quase...

É muito subjetivo falar do que acontece.
A sua forma de interpretar é bem variada.
De forma única, o contexto é o mesmo
Mas entre as linhas permanecem as frases caladas
De quando quase confessar publicamente
Os hemisférios que rondam à toda gente:
As súplicas escondidas na mente
Ou bem seguras no coração...
Subjetividade, ainda, é meu forte:
Subliminaridade, ou apenas, sua intenção:
Só sei que quando quase esqueço, sonho
Como se fosse algo me dizendo prá não deixar morrer...
E entre as frases dispersadas no escuro
permanecem àquelas que deixei de escrever:
Entre um jogo e outro
de palavras...
E assim, subjetivamente, vivo
Entre um passo e outro, entre várias estadas.
Só sei que quando quase abandono, sinto
Que há raízes que permanecem isoladas:
Em algum canto, qualquer canto... esperando
De alguma forma, uma outra tentativa
Para germinar:
Subliminarmente...
Inconscientemente:
Um quando quase a mais...

junho 02, 2011

Deduções...

Alguém disse que abominava minhas deduções:
Não faz muito tempo.
Mas é um dom, talvez... ou uma prática inconsciente:
Nortear as coisas sem muita teoria.
Vai ver porque agindo, a vida é diferente:
E um ato executado já não depende de uma segunda opinião.
E assim deduzo a vida, sem depender da biogênese:
Tinha alguém lá prá desprezar essa opinião.
Depois, queriam convencer-me
que o homem é fruto de uma evolução...
[que ficou perdida no tempo, então?
Veja que os macacos mantêm seus costumes,
vivem em sociedade e têm bom coração...]
É... mas talvez eu acredite na relatividade...
Na possibilidade das coisas não serem como são.
Talvez os valores sejam bem subjetivos
E, nem sempre, em justa proporção...
E enchemo-nos de teorias e teorias
Sem ter tempo para qualquer auto observação.
Então, não é uma falha, garanto,
mas uma válvula de escape
Ter me tornado essa "garota de dedução".
Eu deduzo a vida da forma que ela se apresenta
Como quando a minha roupa branca, manchada,
não volta a ser branca
inda que eu a tinja com todas as outras cores...
Como quando a minha conta bancária não arredonda
inda que eu utilize todos os fatores...
Como quando assisto um filme qualquer
Sem precisar comprar uma coca prá acompanhar...
Ou como quando faço qualquer outra coisa
sem precisar de cálculos... sem me preocupar:
[Se é que qualquer ação que eu fizer aqui interferirá em outro lugar]
O científico não me agrada, em parte... deixa tudo sem graça:
E o dia a dia deduzido, talvez, seja uma boa farsa...
Uma forma de viver
Sem precisar Justificar...

maio 01, 2011

Fadiga Mental...

Eu tenho esquecido coisas
que não deveria
E feito outras
que poderia
ter deixado prá depois...
Eu tenho andado
desorganizada,
Tenho me sentido
Muito mais calada
Com menos idéias
que o normal...
Eu tenho deixado
de ser quem eu era
E, na verdade,
Nem sei como era
ser eu...
Eu não tenho escrito
Tudo o que gostaria
Não tenho inspiração
Nem sei o que me inspira.
Eu tento até ter tempo
Mas acho que não há tempo
prá nada...
E meu relógio
Parado
no tempo
Como se fosse ontem
O dia
Que eu nasci...
(Ou morri?)
Não sei...
Na verdade...
Nem sei
Se nascer é sinônimo
de Viver...
Só sei
Que mais uma vez
Vou fazer sem pensar...
Responder sem querer...
Deduzir sem Saber...
E dormir sem Sonhar.
By Seilinhah

janeiro 27, 2011

Homenagem às Minhas Amigas, Agora, FISIOTERAPEUTAS!

Despercebidamente andávamos pela rua. Talvez, tenhamos nos encontrado outras vezes sem trocar qualquer observação: Cada qual em seu rumo... seus projetos... seu cotidiano... mas no íntimo de um grupo muito especial de pessoas, havia um desejo em comum: Tornar-se melhor um dia. E esse sonho de ser melhor, não que o próximo, mas para o próximo, foi o que há 5 anos, uniu tantos caminhos em apenas um trajeto. A princípio omissas, estranhas, assombradas e, por quê não dizer... vergonhosas? O “novo” é, habitualmente, assustador. Mas aos poucos, os primeiros laços foram surgindo... tornando-se maiores e mais fortes com o tempo... aproximando àquelas que, agora, percebem que de mãos dadas, somos capazes de ultrapassar todas as barreiras. Passamos juntas por momentos alegres, e nos momentos difíceis nos conhecemos ainda mais. Alguns desistiram, e deixaram saudades... Mas aos que permaneceram firmes, embora tortuosos vendavais, a merecida recompensa. Não há quem tenha amado a todos nem quem tenha sido amada totalmente... não houve alguém completamente aberto ou inteiramente indiferente... porque aos poucos a gente percebe que conviver é, também, aprender com as diferenças... Alguns, aprenderam chorar, outros, a sorrir... Alguns a ajudar, outros, a receber ajuda... Alguns, a ensinar... outros, colar... oras, e isso é história! E não há, em tanto tempo, alguém que não tenha aprendido com outro alguém a ser, de alguma forma, diferente... Nada vale o tesouro de tantas recordações em comum, de tantas horas vividas juntas, de tantas desavenças e reconciliações... de tantos impulsos afetivos... Seria inútil plantar um carvalho na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas. Aos que tinham certeza, e saíram... aos que ficaram sem ter certeza se queriam... e aos que conquistaram o que sempre objetivaram... Hoje, torna-se um marco na história de nossas vidas... uma estação que ficará para sempre na memória de cada uma de nós... uma recordação conjunta de 5 anos dedicados à uma conquista única: A de fazer o bem, sem olhar à quem... E nessa mescla de anseios, de dúvidas, de desesperos, descobrimos que superar as perdas, talvez, seja ainda mais difícil que carregar a cruz... E não seria justo dizer que hoje é nosso “obrigado, adeus”... jamais se abandona um irmão... E mesmo que muitos duvidem eu afirmo que, além de um título, cada uma de nós ganhou, também, 13 novas irmãs (maravilhosas, por sinal!) ...Seguiremos, pois, cada qual em seu rumo... seus projetos... seu cotidiano... mas no íntimo desse grupo muito especial de pessoas sempre haverá algo em comum: As lembranças dos bons momentos que cada uma deixou! Amo-as... demais! By Seilinha

maio 21, 2010

Diferenças

Ama-se além de todas as diferenças quando a diferença é o que nos faz falta:
No mundo que vivemos, a maioria das pessoas não nota
Mas os detalhes alheios, muitas vezes, enriquecem as pessoas.
Não é o dinheiro, a profissão, tão pouco a roupa que usa
A grife escolhida ou a casa onde se mora.
Não é por escolha objetiva... às vezes as coisas caem na nossa porta
É quando se percebe que vai tudo muito mais além:
Cada um em seus detalhes, suas exclusivas alegorias
que vão dos bogus de infância às platônicas idolatrias...
Cada um com seu sorriso: De grande boca, de muitos dentes,
(ou até mesmo sem eles),
Associados às lágrimas, ou qualquer tipo de reação.
Ama-se além de todas as diferenças, quando a diferença é o que nos faz falta:
No mundo em que vivemos, a maioria das pessoas não nota
Mas os detalhes alheios, muitas vezes, enriquecem as pessoas.
Não é a forma de andar ou escrever as coisas
De conseguir expressar o que fez, até então, em seu dia...
Mas o conteúdo atrás dos olhos que brilham sempre,
quando uma mão amiga toca no seu coração...
É do sorriso sincero que brota lavando a alma
Daquele que se aproxima com compaixão...
É da paz que se encontra, não quando se faz um amigo, mas quando se torna um,
E a partir disso, ama-se...
Ama-se além de todas as diferenças, quando a diferença é o que nos faz falta:
Pena que no mundo em que vivemos, a maioria das pessoas não nota
Que precisamos de muito e, aqui, ninguém é igual a alguém.
*** By Seilinhah***

dezembro 19, 2009

Se acredito que as pessoas mudam? Eu digo "não".

Pessoas não mudam.Elas se adequam. E não o fazem porque não há o que mudar e sim, o que ser.
Não é feliz aquele que omite o seu "eu" a fim de enquadrar-se em um padrão estabelecido pelos demais. Não é feliz quem não é próprio... quem é molde. Pessoas foram formadas com qualidades e defeitos, é certo que ninguém é perfeito: Somos, em parte, decodificáveis, mas na maioria dos casos, descobríveis. E você pode descobrir muitas coisas tão somente olhando para as pessoas: Coisas que você gosta, indifere ou detesta, e que tão somente você pode determinar qual predominará sobre o seu falho julgamento.
Certamente falho, porque muitas pessoas não deixam revelar o que são verdadeiramente. Escondem-se por trás da imagem que gostariam de possuir... imagem oca, vaga, e que empobrece o caráter daqueles que, muitas vezes, possuiriam muito mais deixando transparecer quem são.
Bem sei que é difícil dizer "eu sou assim"... difícil porque as críticas vem e elas não são bem vindas na maioria das vezes. Difícil porque o ser humano é fraco, submissível e ingênuo... e, porque não acrescentar "medroso"?
É tão mais fácil gostar da mesma roupa... assistir a mesma novela... cantar a mesma canção... se não for assim, não haverá diálogo com o vizinho quando olhar pela janela, nem risadas superfluas na hora de beber alguma coisa no bar da esquina... É por esta socialização imbecilizada que os homens vivem e não, pela progressão da humanidade.
Se acredito que as pessoas mudam? Eu digo "não". Elas se adequam: Se adequam à moda do cabelo loiro no verão e castanho no inverno, das unhas azuis no mês de janeiro e vermelhas em dezembro... das roupas com bolinhas deste ano que os fazem engavetar as listradas do ano passado e que, no ano que vem, serão trocadas pelas xadrez... No fundo, todo mundo sabe que a novela tem uma história ridícula, que o funk não tem conteúdo, que vitrines não oferecem cultura... Mas se escondem atrás da imagem que preferem ter porque ser próprio, hoje em dia, dá muito trabalho... Aliás, tanto, que é melhor ignorar até o pensamento e permanecer sem opinião...
*** By Seilinhah ***

setembro 22, 2009

No more words

Talvez o silêncio seja sempre a melhor resposta
Atrás de todas as conclusões precipitadas.
Talvez ignorar seja a melhor forma
de fazer refletir sobre o que não é o melhor para si.
Melhor deixar o tempo esclarecer nossas maiores dúvidas
E curar nossas piores feridas.
Melhor ser próprio, reconhecedor de nossos defeitos
que aquele que, muitas vezes, parecendo perfeito
não passa de cópia desautorizada de um outro alguém...
Melhor calar, isso nem sempre é consentir...
Talvez seja mostrar, de forma mais reflexiva
coisas que as palavras não definem...
Melhor deixar passar as coisas que nem sempre são coisas
que deveriam ser nossas...
Às vezes elas vêm, apenas, para que as descubramos
e não permaneçamos eternamente
afogados em nossa ignorância....
***** By Seilinhah***